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RESENHA: Sexy por Acidente



                           
                                                    

SEXY POR ACIDENTE
Direção de Marc Silverstein e Abby Kohn

                                               
                           
Sinopse: Renee, uma mulher comum, luta diariamente com sua insegurança. Depois de cair de bicicleta e bater a cabeça, ela de repente acorda acreditando ser a mulher mais capaz e bonita do mundo, começando a viver a vida mais confiante e sem medo das falhas.
Gênero: Comédia


                                                     
I'm All About That Bass
resenha do filme "Sexy por Acidente" por Daphs

Sexy por Acidente (I Feel Pretty, 2018) é o mais novo filme da dupla de diretores Marc Silverstein e Abby Kohn (Para Sempre, Nunca Fui Beijada). A extrovertida Amy Schumer (Descompensada) é a grande estrela do longa e interpreta Renee Barrett, uma mulher no auge de sua vida adulta que, como várias outras, enfrenta problemas com sua auto estima. A problemática se desenrola quando ela acorda de um desmaio causado por uma queda e passa a se ver como uma mulher linda.
Assim como os dois diretores, a equipe do filme em peso tem experiência com comédias, especialmente comédias românticas voltadas para o público feminino. Neste sentido, já era de se esperar que ele trouxesse um roteiro genérico, seguindo a clássica jornada do herói, com diálogos que arrancam risadas, mas facilmente tornam-se esquecíveis. A fotografia não poderia ser mais comum, seguindo uma paleta de cores básica e a clássica regra dos terços.

Num primeiro momento, a trilha sonora de Michael Andrews (Vizinhos e Professora Sem Classe) também parece não merecer destaque, mas basta prestar atenção nas músicas trazidas e alguns detalhes se destacam. Assim, é relevante analisar momentos do filme de acordo com a trilha sonora.

A primeira parte do filme, antes da queda, conta com uma trilha comum e pouco animada, aparentemente para deixar ainda mais claro o estado de humor de Renee. No entanto, uma música mais animada toma a frente logo na primeira cena: “What Lovers Do”, da banda Maroon 5, que aos poucos toma seu espaço entre as que promovem empoderamento e amor próprio (como no vídeoclipe da música Girl Like You). Mais tarde, “This Is The Day” conduz a trama que mostra como era a vida de Renee, desanimadora, triste, entediante e, principalmente, cercada de insegurança.

Então, a queda acontece em meio à uma aula de spinning na academia e a voz de Meghan Trainor invade nossos ouvidos com a música “Me Too”, cuja letra traz “Quem é essa coisa sexy que eu vejo logo ali? Aquela sou eu, na frente do espelho.”. Meghan já é conhecida por suas músicas cercadas de empoderamento e amor próprio, uma delas inclusive nomeia essa resenha, “All About That Bass”, e tem na letra a seguinte frase “Mas estou aqui para te dizer que cada pedacinho de você é perfeito”. Além disso, a cantora é uma das poucas plus-size que conquistou seu lugar na indústria americana, como também é o caso da atriz Amy Schumer.

Segue-se então com músicas pop animadíssimas, que representam bem essa fase de sua vida, incluindo “Girl On Fire”, clássica da Alicia Keys. A música tema do filme é “Good As Hell”, da cantora também plus size menos conhecida que a Trainor, Lizzo. “Vamos, enxugue seus olhos. Você sabe que é uma estrela, você pode tocar o céu”. Também tem um lugar importante a música “What’s Cool”, composta especialmente para o filme, cantada pela francesa Marième.

Voltando mais uma vez as atenções para o roteiro, é perceptível como a trama é clássica, até mesmo podendo ser comparada à outros filmes como “O Amor é Cego” (Shallow Hal, 2001) que segue a mesma premissa de repensar o valor que damos à aparência. Porém, ao contrário dessa outra comédia, em momento nenhum Renee sofre realmente uma alteração física, tudo acontece somente em sua mente. As mudanças que se desenrolam em sua vida se dão apenas pelo poder da autoconfiança, da habilidade de crer em si mesma, ainda que isso seja extremamente difícil.

Sexy por Acidente causou também certa dualidade na crítica. Enquanto alguns o apontam como “O melhor trabalho de Amy Schumer”, outros dizem que o filme é esquecível e tem uma comédia forçada, além de ser pouco relevante. Essas últimas críticas são bem mais comuns que as primeiras. No entanto, será realmente que a mensagem de autoconfiança já tão debatida deve ser analisada como “pouco relevante”? Segundo uma pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) realizada em 2012, o espantoso número de 800 mil suicídios por ano chama a nossa atenção. Isso significa que acontece um suicídio a cada 40 segundos e a proporção entre suicídios e tentativas é de 1 para 20 (à cada um suicídio cometido, acontecem vinte tentativas). Levando esses números em conta, soa quase como crueldade analisar uma obra que promove a autoconfiança, como sendo “pouco relevante”.

Apesar de trazer um roteiro genérico, com notáveis problemas (como até certo machismo velado entre comentários que buscam a comédia), com um final previsível e maioria dos personagens pouco cativantes, o filme merece aplausos por ter atingido com sucesso seu principal objetivo, transmitir essa mensagem de amor próprio. Além disso, a atuação de Amy Schumer é lindíssima, que nos faz amar e odiar a Renee com uma facilidade absurda. Saímos do cinema com o coração quentinho, um sorriso no rosto e o refrão de Lizzo ecoando na mente.
"Woo child, tired of the bullshit
Go and dust your shoulders off
(...)
Come now, come and dry your eyes
You know you a star, you can touch the sky."

Nota: 3,8

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